Desperde­cio Quotes

Authors: A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z
Categories: A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z
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Ser ou ne£o ser, eis a queste£o. O que e mais nobre para a alma? Sofrer as pedradas e as setas da fortuna ultrajosa ou tomar armas contra um mar de tribulae§eµes e, fazendo-lhes rosto, dar-lhes fim? Morrer... dormir... mais nada. Dizer que, por meio de um sono, acabamos com as angeºstias e com os mil embates naturais de que e herdeira a carne e um desfecho que se deve ardentemente desejar. Morrer... dormir... dormir! Sonhar talvez! Ah! Aqui e que este¡ o embarae§o. Pois que sonhos podem sobrevir naquele sono da morte depois de nos termos libertado deste bule­cio mortal? Eis o que nos obriga a fazer pausa; eis a reflexe£o de que procede a calamidade de uma vida te£o longa. Com efeito, quem suportaria os ae§oites e os esce¡rnios desta epoca, a injustie§a do opressor, a contumelia do orgulhoso, os tormentos do amor desprezado, as dilae§eµes da lei, a insoleªncia do poder e os maus tratos que o merito paciente recebe de criaturas indignas, podendo com um simples punhal outorgar a si mesmo tranquilidade? Quem quereria sopesar o fardo, gemer e suar debaixo de uma vida pesade­ssima, se o temor dalguma coisa depois da morte - o desconhecido pae­s de cujas raias nenhum viajante ainda voltou - ne£o enleasse a vontade e ne£o fizesse antes padecer os males que temos, do que voar para outros que ignoramos? Assim, a conscieªncia torna-nos a todos covardes; assim o fulgor natural da resolue§e£o e amortecido pelo pe¡lido clare£o do pensamento; e, assim, empresas energicas e de grande alcance torcem o caminho, e perdem o nome de ae§e£o.

William Shakespeare
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As me£os de Zahara apertaram fortemente a saia. - Vais infligir-me a humilhae§e£o de ser eu a dizeª-lo? Lochan levantou-se. - Jamais desejaria que te humilhasses. Eu sei, sei-o he¡ je¡ demasiado tempo. Zahara sentiu o corae§e£o pular. - Se o sabes, porque nunca... - Esquece-me, Zahara, pois ne£o sinto o mesmo - interrompeu ele. Ela recuou. - Mentes... Porqueª? Eu sei... O modo como me tratas, como me olhas. Eu sei que gostas de mim, vejo-o no teu olhar, vejo-o neste instante! Lochan sentiu os olhos dela mergulharem nos seus. - Durante anos foram-me apresentados pretendentes das mais nobres fame­lias - ouviu - Todos me dariam o conforto a que estava habituada, todos me cobririam de joias, de vestidos luxuosos... no entanto, eu recusava-os. Recusava-os porque ne£o via nada no seu olhar. Para eles, eu seria como um trofeu, serviria apenas para provocar inveja. Uma nuvem cobriu o sol, deixando-os na sombra. - Inconscientemente tornei-me arrogante, altiva, somente para os afastar de mim, para que ne£o desejassem casar-se com alguem como eu... Mas tu, tu viste para alem da me¡scara que construe­. Naquele dia, na capital, tu viste o que ninguem foi capaz de ver: o meu corae§e£o. - Zahara... - Ne£o acredito que ne£o sintas qualquer amor por mim. Lochan voltou-lhe as costas. - Ne£o quero saber se es pobre, ne£o me importo com o teu passado. O que sinto por ti e o que sempre desejei sentir - ouviu. O sileªncio envolveu-os por momentos. - Lamento... Zahara correu para a frente dele. No seu olhar era vise­vel desespero. - Ne£o te agrado, e isso? Ele limitou-se a desviar o rosto. - Responde-me! - Como poderia ficar indiferente a alguem como tu - disse voltando a olhar nos olhos dela. - Ente£o porqueª, porqueª? Lochan agarrou-lhe nos ombros, assustando-a. - Esquece-me por favor. Odeia-me. Odeia-me por isto com todas as tuas fore§as, mas ne£o me ames, nunca me ames, Zahara. Lochan largou-lhe os ombros. Ela ficou sem reace§e£o, e as le¡grimas voltaram a molhar o seu rosto. - Ne£o me fae§as isto... - implorou. O olhar dele tornou-se gelido. O seu rosto mostrava-se agora te£o indecifre¡vel, como o de uma este¡tua. - Odeia-me pelo sofrimento que te acabo de causar e depois esquece-me - disse deixando-a so. Zahara viu-o desaparecer por entre as colunas do pale¡cio.

Susana Almeida
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Anahata chakra desperta no cerebro refinando as emoe§eµes e seu despertar e caracterizado por um sentimento universal de amor ilimitado por todos os seres. Claro que existem muitas pessoas no mundo que praticam bondade e caridade, mas eles teªm egoe­smo. Sua caridade ne£o e uma expresse£o espiritual e de compaixe£o do Anahata chakra, ele e compaixe£o humana. Quando voceª tem compaixe£o humana voceª abrir hospitais e centros de alimentae§e£o ou ente£o, dar roupas, dinheiro e medicina por caridade, mas e caridade humana. Como podemos ver a diferene§a entre caridade humana e caridade espiritual? Na caridade humana, he¡ sempre um elemento de egoe­smo. Se eu quiser fazer-te um hindu dando-lhe coisas, esta e uma manifestae§e£o da caridade humana. Ou se eu quiser fazer-te meus seguidores eu posso mostrar-lhe uma grande bondade, mas a bondade humana. No entanto, quando Anahata desperta todas as suas ae§eµes se£o controladas e governadas por altrue­smo e voceª desenvolve compaixe£o espiritual. Voceª entende que o amor ne£o envolve negociae§e£o, e livre de expectativa. Toda forma de amor e contaminada pelo egoe­smo, mesmo o amor que voceª tem com Deus, porque voceª este¡ esperando alguma coisa Dele. Talvez, neste mundo, o amor com um me­nimo de egoe­smo e um amor de me£e. Claro que ne£o e totalmente altrue­sta, mas porque o sacrife­cio de uma me£e e te£o grande, seu amor tem um me­nimo de egoe­smo... Uma vez um santo tinha quase conclue­do esta peregrinae§e£o, e estava carregando uma vasilha cheia de e¡gua do Ganges. No momento em que ele entrou no recinto do templo, onde foi para o banho Shivalingam , encontrou um burro que estava desesperadamente precisando de e¡gua. Imediatamente ele abriu o seu recipiente e deu e¡gua para o burro. Seus companheiros de viagem gritaram, "Ei, o que voceª este¡ fazendo? Voceª trouxe essa e¡gua de te£o longe para dar banho ao Senhor Shiva e quando chega aqui voceª o de¡ a um animal ordine¡rio!" Mas o santo ne£o viu dessa forma. Sua mente estava trabalhando em uma freqe¼eªncia diferente e mais elevada. Aqui este¡ outro exemplo: uma vez Senhor Buda estava indo para um passeio e  noite. Ele deparou-se com um homem velho e ficou muito comovido pelo sofrimento da velhice. Em seguida ele viu uma pessoa morta, e novamente ele ficou muito comovido. Quantas vezes e que vamos ver homens velhos? Sere¡ que ficaremos comovidos como ele ficou? Ne£o, porque as nossas mentes se£o diferentes. O despertar de um chakra altera a freqe¼eªncia da mente e imediatamente influencia o nossos relacionamentos com as pessoas no dia-a-dia e o nosso ambiente.

Satyananda Saraswati
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A Etimologia tentou separar duas rae­zes: de um lado a raiz-lua que, com men (lua) e mensis (mes) pertence a rae­z ma do sacrife­cio mas; e de outro, a raiz se¢nscrita manas, com menos (grego), mens (latim) etc., que representa o espirito por exceleªncia. Da raiz-espe­rito brota uma ampla ramificae§e£o de sentidos espirituais significativos: menos, espirito, corae§e£o, alma, coragem, ardor; menoinan, considerar, meditar, desejar; memona, ter em mente, pretender; mainomai pensar e tambem perder-se em pensamentos e delirar, a qual pertence mania, loucura, possesse£o e tambem manteia, profecia. Outros ramos da mesma raiz-espe­rito se£o menis, menos, raiva, menuo, indicar, revelar; meno, permanecer, demorar-se, manthano, aprender; menini, lembrar; e mentiri, mentir. Todas essas rae­zes-espe­rito originam-se de uma raiz original se¢nscrita Mati-h, que significa pensamento, intene§e£o. Em nenhum lugar, seja ele qual for, essa raiz foi colocada em oposie§e£o a raiz-lua, men, lua; mensis, mes; mas, que e ligado a ma, medir. Dessa raiz origina-se ne£o so matra-m, medida, mas tambem metis, inteligeªncia, sabedoria; matiesthai, meditar, ter em mente, sonhar; e, mais ainda, para nossa surpresa, verificamos que essa raiz-lua, pretensamente oposta a raiz-espe­rito, e da mesma maneira derivada da raiz se¢nscrita mati-h, significando medida, conhecimento. Em conseqe¼eªncia, a eºnica raiz arquete­pica subjacente a esses significados e espe­rito-lua, que se expressa em todas as suas ramificae§eµes diversificadas, revelando-nos assim sua natureza e seu significado primordial. O que emana do espe­rito-lua e um movimento emocional relacionado de perto com as atividades do inconsciente. Na erupe§e£o ativa e um espirito igneo: coragem, colera, possesse£o e ira; sua auto-revelae§e£o conduz a profecia, cogitae§e£o e mentira, mas tambem a poesia. Junto com essa produtividade ignea, no entanto, coloca-se outra atitude mais ' medida ' que medita, sonha, espera e deseja, hesita e se retarda, que se relaciona com a memoria e o aprendizado, e cujo efeito e a moderae§e£o, a sabedoria e o significado. Discutindo o assunto em outro lugar, mencionei, como uma atividade primaria do inconsciente, o Einfall, isto e, o pressentimento ou o pensamento que ' estala ' na cabee§a. O aparecimento de conteeºdos espirituais que penetram na conscieªncia com suficiente forca persuasiva para fascina-la e controla-la, representa provavelmente a primeira forma de emergeªncia do espirito no homem. Enquanto numa conscieªncia ampliada e num ego mais forte esse fator emergente e introjetado e concebido como uma manifestae§e£o pse­quica interna, no comee§o parece atingir a psique ' de fora ', como uma revelae§e£o sagrada e uma mensagem numinosa dos ' poderes ' ou deuses. O ego, ao experimentar esses conteeºdos como vindos de fora, mesmo quando os chama de intuitos ou inspirae§eµes, recebe o fene´meno espiritual esponte¢neo com a atitude caractere­stica do ego da conscieªncia matriacal. Porque ainda e verdade, como sempre foi, que as revelae§eµes do espe­rito-lua se£o recebidas mais facilmente quando a noite anima o inconsciente e provoca a introverse£o do que a luz brilhante do dia.

Erich Neumann
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